O que dizem de nós?

Testemunhos

15/10/2018

Um dos erros mais comuns quando descobrimos que temos um Cancro é acreditar que vamos ser muito fortes ao ponto de não precisar de partilhar nada com ninguém, como se a nossa dor ao ficar fechada dentro de nós, desaparecesse.

Isso é apenas o início do processo mental com a doença oncológica. O primeiro desafio é conseguir verbalizar o que sentimos quando não existe forma de identificar todos os sinais de uma linguagem nova inerente à nova condição: Ter um Cancro e viver com ele de forma saudável, consciente e informada.

É aqui que a Associação Careca Power fez toda a diferença na minha vida de doente oncológica, apesar de eu ser uma pessoa extrovertida, momentos houve em que senti o peso da palavra Cancro e nem sempre consegui lidar sozinha com esse peso, apesar de ter escrito um livro, o “Luísa e o Lobo”, onde resgatei a minha alegria de viver. As palavras são essenciais na minha vida, mas as pessoas também, o toque humano, a voz humana.

A verdade é que o peso fica mais leve quando é partilhado, seja por palavras, presença física, apoio psicológico, esclarecimentos sobre os nossos direitos, partilha de experiências, mantendo o respeito pela privacidade de cada um.

É uma honra para fazer parte da Associação Careca Power.

Luísa Virtudes

Autora da obra “Luísa e o Lobo”

08/05/2018

Foi com muita emoção que assisti, em representação da Acreditar, ao lançamento formal da Associação Careca Power, no passado dia 5 de maio. 

Sempre considerei que ninguém melhor do que os próprios doentes para defender e lutar pelos seus interesses e pela melhoria das suas condições sociais, económicas, psicológicas, etc.. Como o grupo do Facebook Careca Power tão bem o prova, é também entre os pares que os doentes com cancro se sentem melhor e também quem melhor pode criar dinâmicas informais de ajuda. 

Por isso, consubstanciado na dinâmica dos seus membros, não tenho dúvidas do sucesso que a Associação Careca Power vai alcançar e sobretudo, do conforto que vai proporcionar a milhares de doentes de cancro. 

Parabéns pela vossa capacidade de iniciativa e disponibilidade.

Podem contar com a Acreditar para as muitas lutas que teremos pela frente. 

José Carvalhinho

Diretor da Acreditar – Associação de Pais e Crianças Com Cancro

Padrinhos

Observatório Internacional de Direitos Humanos (OIDH)

Foi com enorme honra que o Observatório Internacional de Direitos Humanos (OIDH) “apadrinhou” a Associação Careca Power, que se encontra imbuída dos mais nobres valores e princípios humanistas.

Num ato e num gesto de enorme nobreza, estas mulheres corajosas e determinadas, inspiradas em fazer mexer o mundo, são consideradas um exemplo a seguir, por auxiliarem aqueles que mais precisam, consequência do aparecimento da tão assustadora e indesejada doença, o CANCRO.

Nunca, jamais alguém poderá afirmar que um dia não poderá vir a ter necessidade de aprender a lidar com este sofrimento que é o Cancro. Do mesmo modo, este exercício de cidadania a cargo de todas estas mulheres não poderá deixar de ser reconhecido por todos, como uma nobre ação em prol da Humanidade e em defesa da Dignidade da Pessoa Humana, em todos os domínios.

O lema da Associação Careca Power “Juntos, somos imensamente mais fortes” vai ao encontro do lema do OIDH “Servir a Humanidade”. Assim se serve a Humanidade.

Foi por isso criado o Departamento Internacional de Ações Especiais do OIDH, e respetivos Grupos de Ações Especiais (GAE), constituídos pelas mulheres voluntárias da Associação Careca Power, com a particularidade de a sua abrangência ser de amplitude nacional e de se encontrarem devidamente preparados para entrar em ação a qualquer instante e em qualquer lugar deste país. Informa-se que o Departamento Internacional de Ações Especiais do OIDH tem como Diretora-Geral a Dra. Miriam Brice e a Dra. Paula Barradinhas como Diretora-Geral Adjunta.

Com esta iniciativa espera-se que todos os intervenientes, imbuídos do espírito de cooperação e entreajuda subjacente à mesma causa, possam contribuir também para aproximar os que partilham as mesmas experiências pessoais, assim como trocar e repartir ideias e vivências enriquecedoras para todas as partes.

Luís Andrade

Presidente do Observatório Internacional de Direitos Humanos (OIDH)